
TRATAMENTOS
A consulta em Endocrinologia e Metabologia requer uma abordagem integral e holística do indivíduo, de forma a avaliar o funcionamento do organismo com um todo, segundo as diferentes etapas da vida, e que foca no tratamento, e principalmente, na prevenção de diversas doenças, incitando bons hábitos de vida. Com a mudança de hábitos de vida somado ao embasamento científico viso proporcionar melhoria em sua saúde com qualidade de vida! Minhas principais áreas de atuação são:
Obesidade
A obesidade é uma doença metabólica crônica, definida por um IMC (Índice de Massa Corporal) maior ou igual a 30Kg/m², e apresenta grande prevalência. Aumenta o risco de desenvolver Diabetes Mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e diversos tipos de cânceres, além de outras condições, como a Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica e Apneia do Sono.
O tratamento exige uma abordagem multidisciplinar que requer em primeira instância mudanças no estilo de vida, que implicam reeducação alimentar e aumento da atividade física, visando diminuir o consumo de calorias e aumentar o gasto energético, promovendo um déficit calórico.
A terapia medicamentosa como tratamento adjuvante pode se fazer necessária para muitos pacientes, propiciando uma perda de peso maior e mais duradoura. É uma doença que necessita acompanhamento regular com um endocrinologista para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, e é um dos enfoques da minha carreira profissional.
Diabetes
O Diabetes Mellitus representa um grupo de doenças metabólicas de diferentes causas, de alta prevalência, caracterizadas pela hiperglicemia, seja pela secreção insuficiente de insulina, resistência a sua ação ou ambas. Os dois principais tipos são o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), que corresponde a cerca de 90 a 95% dos casos, e o Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), que corresponde a 5 a 10%. A hiperglicemia crônica do Diabetes frequentemente está associada a dano, disfunção e insuficiência em vários órgãos, principalmente olhos, rins, coração, nervos e vasos sanguíneos.
Tireóide
A tireóide é um dos maiores órgãos endócrinos do corpo, e sua principal função é produzir quantidades adequadas de hormônios tireoideanos para atender às demandas periféricas, regulando a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. A tireóide pode sofrer alterações em sua função por diversos fatores, causando hipofunção (Hipotireoidismo) ou hiperfunção (Hipertireoidismo), ou ter alterações em sua anatomia, com a presença de Nódulos Tireoideanos. Tanto problemas na função quanto na anatomia podem ser avaliados de forma precisa por um endocrinologista.
Osteoporose
A Osteoporose é definida por uma baixa massa óssea associada à deterioração da microarquitetura do osso, e por consequência, promove um aumento do risco de fraturas. É uma doença frequentemente subdiagnosticada, pois apesar de comum, é silenciosa, de forma que a principal manifestação clínica é a fratura, podendo gerar imobilidade, perda da funcionalidade e aumento da dependência a terceiros. O tratamento é baseado em um aporte dietético adequado de cálcio e vitamina D, atividade física regular, principalmente resistida, a prevenção de quedas e o tratamento farmacológico conforme indicação individual. O endocrinologista pode realizar o rastreio dessa doença em pessoas suscetíveis e com fatores de risco, como mulheres na pós menopausa.
“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.”
— Aristóteles

Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica
Representa um amplo espectro de condições desde o fígado gorduroso (esteatose hepática), a esteato-hepatite não alcoólica (NASH), que está associada a maior risco de evolução para cirrose e, mais raramente, carcinoma hepatocelular.
Está associada a doenças como Obesidade, Diabetes, Síndrome Metabólica, Hipertensão Arterial e Dislipidemia, além de acarretar um aumento do risco cardiovascular.
O tratamento consiste em primeira instância em mudanças do estilo de vida associada a perda de peso. Até 90% dos pacientes podem resolver a esteato-hepatite apenas com essas modificações. É uma doença que carece de um acompanhamento multidisciplinar das especialidades Endocrinologia e Gastroenterologia/Hepatologia.
Síndrome Metabólica
A Síndrome Metabólica (SM) é comumente definida por um conjunto de fatores interligados, fisiológicos, bioquímicos, clínicos e metabólicos, que aumentam diretamente o risco de doença cardiovascular e Diabetes Mellitus tipo 2. Está relacionada com adiposidade visceral, resistência à insulina, liberação de citocinas inflamatórias, hiperglicemia, hipertensão, dislipidemia aterogênica, estresse oxidativo, dentre outros. Ela possui critérios definidos os quais o endocrinologista é capaz de avaliar e diagnosticar.
Síndrome dos Ovários Policísticos
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva. É uma doença multifatorial, cuja suscetibilidade individual é influenciada por múltiplos fatores de risco genéticos e ambientais. Caracteriza-se principalmente por disfunção ovulatória e hiperandrogenismo, porém a apresentação clínica é heterogênea. É um importante fator de risco para obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2, Dislipidemia e Doença Cardiovascular. É um diagnóstico de exclusão e apresenta uma tríade diagnóstica caracterizada por Hiperandrogenismo Clínico ou Laboratorial, Disfunção Ovulatória e Morfologia Ovariana compatível com a síndrome.
A mudança do estilo de vida e perda de peso são a primeira linha de tratamento, e mesmo 5 a 10% de perda pode melhorar a irregularidade menstrual. Por se tratar de uma síndrome o tratamento é individualizado conforme as queixas da paciente.
Distúrbios do Colesterol (Dislipidemias)
Define-se Dislipidemias como qualquer alteração nos níveis de lipídios com relação a valores referenciais para uma determinada amostra populacional. Os distúrbios do metabolismo lipídico, em especial a Hipercolesterolemia, tem uma forte relação com a doença vascular aterosclerótica – em especial a doença arterial coronariana (DAC), e no caso da hipertrigliceridemia grave, há aumento significativo no risco de pancreatite aguda.
Cuidados da mulher no Climatério e Menopausa
A menopausa é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a parada permanente dos ciclos menstruais que decorre da perda de função ovulatória.
É a data da última menstruação, quando os ovários entram em falência e deixam de fabricar o principal hormônio feminino, chamado estrogênio. Mais de 75% das mulheres relatam queixas na fase de transição menopausal como sintomas vasomotores (“calorões”), sudorese noturna e irregularidade menstrual.
É necessário um acompanhamento multidisciplinar com Endocrinologia e Ginecologia, visando encontrar o tratamento mais adequado caso a caso Hormonal ou Não Hormonal conforme clínica, indicações e contraindicações, de forma a melhorar a qualidade de vida, aliviar os sintomas e as consequências da disfunção hormonal dessa etapa da vida.
Outros
O médico endocrinologista também é responsável por tratar outras condições, como doenças endocrinológicas na gestação (Diabetes Gestacional e distúrbios da Tireóide), Hipogonadismo, doenças das glândulas Suprarrenais e doenças da Hipófise, dentre outros.